“A vacina comanda o cenário”, artigo de José Roberto Mendonça de Barros, publicado no jornal O Estado de São Paulo de 24/01/21 diz que tudo vai depender da velocidade e amplitude do programa de vacinação contra o vírus da Covid 19.

Segundo o autor existem alguns aspectos favoráveis acontecendo no Brasil e no mundo que podem ajudar a concretizar essa premissa e, eu, por ter passado alguns dias da publicação do seu artigo, conto aqui fatos novos, acrescentando mais alguns pontos a serem considerados:  

  • Mudança de presidente nos Estados Unidos.
  • O sucesso no enfrentamento da pandemia na Asia, exceto na Índia.
  • A entrada, mesmo que atrasada, do governo brasileiro na compra de vacinas.
  • A definição dos novos chefes do congresso nacional brasileiro, independente da cartilha que eles seguem.
  • Do possível retorno do pagamento de benefícios para a nossa população mais necessitada e da conscientização por parte de empresários de que a economia aquece e o mercado de trabalho volta a melhorar, claro, se a pandemia estiver controlada.

São muitas variáveis, mas, tudo isso precisa ser concretizado para que o ano possa ser mais promissor, pelo menos do ponto de vista econômico. A pandemia pegou a todos, pegou o mundo todo. É claro que um problema desse tamanho não aponta para uma solução simples, nem tão pouco fácil de ser adotada.

Mas, me chama a atenção, a entrada dos empresários brasileiros nessa discussão. Só agora!  Parece-me um pouco tarde, mas, não sem tempo.  Eles representam uma das forças no nosso cenário. Ainda não é hora de as empresas tomarem a iniciativa de comprar vacina e vacinar seus funcionários e familiares. Isso quebraria a equidade do plano nacional de vacinação. Além de que há escassez de vacinas no mundo e, portanto, as iniciativas devem partir dos governos de estado de cada país na tentativa de uma distribuição mais justa e equilibrada de vacinas no mundo.

Ainda assim, empresários têm acesso à pauta nacional de necessidades dos brasileiros e podem influenciar governos e ajudar na organização de um plano de vacinação. Parceria. É disso que estamos falando. Participação e influência nas decisões nacionais.

Não só o grupo de empresários, mas, cada instituição e cada um de nós tem seu papel na construção de um ano novo melhor. Não só no aspecto econômico, mas, em todos os aspectos a serem trabalhados para a construção desse ano novo.

Então, além do aspecto econômico e da vacinação, o quê mais faremos desse ano?

Há pouco tempo, para um trabalho específico, eu buscava o conceito de ética. Encontrei, propositadamente, várias visões do tema. Jung, o psiquiatra suíço criador da psicologia analítica tem uma contribuição interessante: é ético todo indivíduo que busca se conhecer ao máximo e realiza os propósitos que a ele faz sentido. Para Jung o exercício pleno da vida, o conhecimento e a integração de seus aspectos sombrios, torna o indivíduo muito mais preparado para contribuir com o bem comum que é o que a ética tem como finalidade.

Sejamos todos éticos, então. O autoconhecimento é possível para todos.  Felizmente temos muitos recursos à disposição. Além de livros, vídeos e lives disponíveis ainda temos a possibilidade de contar com profissionais qualificados para essa ajuda.

Tenho esperança de que cada um de nós, a seu modo, pode ajudar a construir esse ano novo um pouco melhor. Não furar a fila da vacina, por exemplo, é um pequeno gesto ético que ajuda a velocidade e amplitude do plano de vacinação, do quê, depende o cenário econômico, como foi dito lá no início.